DIALOGO MENON DE PLATON PDF

Nele o autor coloca Sуcrates dialogando com o estudante Mкnon, o qual pretende que Sуcrates lhe explique o que й a virtude, se pode ser ensinada. Em uma certa passagem do diбlogo Mкnon pede ao mestre que lhe explique o por que de sua opiniгo sobre o aprendizado. Pois Platгo, atravйs de Sуcrates, propхe que nada aprendemos, mas apenas nos recordamos de conceitos que jб sabнamos atravйs de nossa alma. O Sуcrates de Platгo passa a demonstrar essa afirmaзгo usando conceitos matemбticos. No diбlogo ele mostra que um escravo nгo precisa aprender sobre a verdade da matemбtica para resolver uma questгo. O importante seria como esse conhecimento й retirado do prуprio saber de alguйm.

Author:Mazurg Kajigami
Country:Thailand
Language:English (Spanish)
Genre:Personal Growth
Published (Last):10 April 2007
Pages:388
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ISBN:344-2-96207-377-8
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Nele o autor coloca Sуcrates dialogando com o estudante Mкnon, o qual pretende que Sуcrates lhe explique o que й a virtude, se pode ser ensinada. Em uma certa passagem do diбlogo Mкnon pede ao mestre que lhe explique o por que de sua opiniгo sobre o aprendizado.

Pois Platгo, atravйs de Sуcrates, propхe que nada aprendemos, mas apenas nos recordamos de conceitos que jб sabнamos atravйs de nossa alma. O Sуcrates de Platгo passa a demonstrar essa afirmaзгo usando conceitos matemбticos. No diбlogo ele mostra que um escravo nгo precisa aprender sobre a verdade da matemбtica para resolver uma questгo. O importante seria como esse conhecimento й retirado do prуprio saber de alguйm.

O filуsofo grego, por meio de algumas indagaзхes, faz lembrar no escravo algo nunca ensinado. Essa passagem marcante no pensamento ocidental resgata uma preocupaзгo antiga, mas extremamente atual se a nossa atenзгo estiver voltada para um certo tipo de sociedade, que, para Platгo, deve ter a participaзгo de seus habitantes. O discнpulo de Sуcrates entendia que o ideal de educaзгo й formar um indivнduo cidadгo atuante na sua comunidade, que nгo seja apenas centrado em si mesmo.

No Mкnon, a discussгo que Platгo propхe sobre a virtude nгo chega a um termo. Mas, com isso, ele quer mostrar a dificuldade que envolve a questгo. A preocupaзгo inicial de Mкnon, quando pergunta a Sуcrates se a virtude pode ser ensinada ou adquirida pelo hбbito, serб convertida gradualmente numa questгo central e anterior a todas aquelas apresentadas pelo Mкnon, ou seja, o que й a virtude.

Platгo, no entanto, prefere deixar a questгo em aberto, alertando para o ponto principal de qualquer investigaзгo, isto й, й preciso antes de mais nada que se defina a coisa de que se estб falando.

Assim, nгo basta dizer que hб vбrias virtudes, mas й preciso que se encontre uma definiзгo que valha para todas as virtudes. O diбlogo Mкnon: - Seja, Sуcrates! Entretanto, o que й que te leva a dizer que nada aprendemos e que o que chamamos de saber nada mais й do que recordaзгo? Poderias provar-me isso? Sуcrates: - Nгo faz muito, excelente Mкnon, que te chamei de habilidoso!

Perguntas se te posso ensinar, quando agora mesmo afirmei claramente que nгo hб ensino, mas apenas reminiscкncia; estбs procurando precipitar-me em contradiзгo comigo mesmo! Mкnon: - Nгo, por Zeus, caro Sуcrates! Nгo foi com essa intenзгo que fiz a pergunta, mas apenas levado pelo hбbito. Todavia, se te й possнvel mostrar-me de qualquer modo que as coisas de fato se passam assim como o dizes, demonstra-mo, pois esse й o meu desejo!

Sуcrates: - Nгo й uma tarefa fбcil o que pedes; fб-la-ei, entretanto, de boa vontade, por se tratar de ti. Chama a qualquer um dos escravos que te acompanham, qualquer um que queiras, a fim de que por meio dele eu possa fazer a demonstraзгo que pedes. Mкnon: - Com prazer. Dirigindo-se a um de seus escravos moзos : Aproxima-te! Sуcrates: - Ele й grego e fala grego? Mкnon: - Sim; nasceu em minha casa. Sуcrates: - Entгo, caro Mкnon, presta bem atenзгo, e examina com cuidado se o que ele faz com meu auxнlio й recordar-se ou aprender.

Mкnon: - Observarei com cuidado. Sуcrates: - Voltando-se para o escravo ao mesmo tempo que traзa no solo as figuras necessбrias а sua demonstraзгo : Dize-me, rapaz: sabes o que й um quadrado? Escravo: - Sei. Sуcrates: - Nгo й uma figura, como esta, de quatro lados iguais? Escravo: - Й. Sуcrates: - E estas linhas, que cortam o quadrado pelo meio, nгo sгo tambйm iguais? Escravo: - Sгo. Sуcrates: - Esta figura poderia ser maior ou menor, nгo poderia? Escravo: - Poderia. Sуcrates: - Se, pois, este lado mede dois pйs e este tambйm dois pйs, quantos pйs terб a superfнcie deste quadrado?

Repara bem: se isto for igual a dois pйs e isso igual a um pй, a superfнcie nгo terб de ser o resultado de uma vez dois pйs?

Escravo: - Terб. Sуcrates: - Mas este lado mede tambйm dois pйs; portanto a superfнcie nгo й igual a duas vezes dois pйs? Sуcrates: - A superfнcie por conseguinte mede duas vezes dois pйs? Escravo: - Mede. Sуcrates: - E quanto iguala duas vezes dois pйs? Conta e dize! Escravo: - Quatro, Sуcrates. Sуcrates: - E nгo nos seria possнvel desenhar aqui uma outra figura, com бrea dupla e de lados iguais como esta?

Escravo: - Sim, seria. Sуcrates: - E quantos pйs, entгo, mediria a sua superfнcie? Escravo: - Oito. Sуcrates: - Bem; experimenta agora responder ao seguinte: que comprimento terб cada lado da nova figura? Repara: o lado deste mede dois pйs, quanto medirб, entгo, cada lado do quadrado de бrea dupla?

Escravo: - Й claro que mede o dobro daquele. Sуcrates: - A Mкnon : Vкs, caro Mкnon, que nada ensino, e que nada mais faзo do que interrogб-lo?

Este rapaz agora pensa que sabe quanto mede a linha lateral que formarб o quadrado de oito pйs. Йs da minha opiniгo? Mкnon: - Sou. Sуcrates: - Mas crкs que ele de fato saiba? Mкnon: - Nгo, nгo sabe. Sуcrates: - Mas ele estб convencido de que o quadrado de бrea dupla tem tambйm o lado duplo, nгo й? Mкnon: - Estб, sem dъvida. Sуcrates: - Observa como ele irб recordando pouco a pouco, de maneira exata. Responde-me disse voltando-se para o escravo : tu dizes que uma linha dupla dб origem a uma superfнcie duas vezes maior?

Compreende-me bem: nгo falo de uma superfнcie longa de um lado e curta de outro. O que procuro й uma superfнcie como esta, igual em todos os sentidos, mas que possua uma extensгo dupla, ou mais exatamente, de oito pйs.

Repara agora se ela resultarб do desdobramento da linha. Escravo: - Creio que sim. Sуcrates: - Serб, pois, sobre esta linha que se construirб a superfнcie de oito pйs, se traзarmos quatro linhas semelhantes? Escravo: - Sim. Sуcrates: - Desenhemos entгo os quatro lados.

Esta й a superfнcie de oito pйs? Sуcrates: - E agora? Nгo se encontram, porventura, dentro dela estas quatro superfнcies, das quais cada uma mede quatro pйs? Escravo: - Й verdade!.. Sуcrates: - Mas entгo? Qual й esta бrea? Nгo й o quбdruplo? Escravo: - Necessariamente. Sуcrates: - O duplo e o quбdruplo sгo a mesma coisa? Escravo: - Nunca, por Zeus! Sуcrates: - E que sгo, entгo? Escravo: - Duplo significa duas vezes; e quбdruplo, quatro vezes.

Sуcrates: - Por conseguinte, esta linha й o lado de um quadrado cuja бrea mede quatro vezes a бrea do primeiro? Escravo: - Sem dъvida. Sуcrates: - E quatro vezes quatro dб dezesseis, nгo й? Escravo: - Exatamente. Sуcrates: - Mas, entгo, qual й o lado do quadrado da бrea dupla? Este lado dб o quбdruplo, nгo dб? Sуcrates: - A superfнcie de quatro pйs quadrados tem lados de dois pйs? Escravo: - Tem. Sуcrates: - O quadrado de oito pйs quadrados й o dobro do quadrado de quatro e a metade do quadrado de dezesseis pйs, nгo й?

Sуcrates: - E seu lado, entгo, nгo serб maior do que o lado de um e menor do que o de outro desses dois quadrados? Escravo: - Serб. Sуcrates: - Bem; responde-me: este lado mede dois pйs e este quatro? Sуcrates: - Logo, o lado da superfнcie de oito pйs quadrados terб mais do que dois e menos do que quatro pйs. Sуcrates: - Experimenta, entгo, reponder-me: qual й o comprimento desse lado?

Escravo: - Trкs pйs. Sуcrates: - Pois bem: se deve medir trкs pйs, deveremos acrescentar a essa linha a metade.

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